As fintechs de crédito concederam R$ 53,8 bilhões em 2025. No ano anterior, tinham sido R$ 35,5 bilhões. O salto de 51% está na 6ª edição da Pesquisa Fintechs de Crédito Digital, feita pela PwC Brasil com a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e publicada em julho.
O número chama atenção, mas o retrato completo é mais interessante para quem cuida de marca e crescimento.
Segundo a pesquisa, as fintechs associadas somaram 86,1 milhões de clientes pessoa física no Brasil, uma alta de 40%. Do lado das empresas, o total chegou a 72.249 clientes PJ.
Ou seja, crédito digital deixou de ser nicho. Quem pede um empréstimo pelo celular hoje compara opções, lê avaliações, pergunta para conhecidos e, principalmente, desconfia. Em crédito, a pessoa entrega dados, renda e às vezes garantias. Ela só faz isso com quem parece sólido.
Mais tecnologia, mais risco no radar
O estudo mostra que 96% das fintechs pretendem implementar ou expandir soluções de inteligência artificial nos próximos dois anos, e que 62% já usam a tecnologia de forma efetiva. A operação fica mais rápida e mais barata.
Ao mesmo tempo, a inadimplência entre pessoas físicas subiu para 10,1%, contra 9,5% em 2024. No segmento PJ ficou estável em 3,4%. E a forma de se financiar mudou: o uso de FIDC passou de 15% para 25% das fintechs.
Na prática, crescer daqui para frente exige duas coisas ao mesmo tempo. Atrair o cliente certo, que paga, e convencer quem financia a operação de que a empresa sabe o que está fazendo.
Onde a marca entra nessa conta
Quando todo mundo tem aplicativo bom e aprovação rápida, a tecnologia vira o mínimo. O que diferencia passa a ser outra coisa:
- Clareza de posicionamento. Para quem a fintech existe, que problema resolve melhor que um banco e por que o cliente deveria confiar.
- Reputação construída fora dos anúncios. Aparecer na imprensa de negócios, ter porta-vozes que explicam o modelo e responder bem quando surge uma crise.
- Marketing ligado ao risco. Campanha que traz volume de cliente que não paga custa duas vezes: no anúncio e na inadimplência. Mídia precisa ser medida contra receita de qualidade, não contra cadastro.
A mesma confiança que convence o cliente pesa na conversa com investidores e financiadores. Uma marca que o mercado reconhece abre portas que a planilha sozinha não abre.
Em crédito, ninguém compra de quem não conhece. A marca é parte do risco.
Para fintechs em fase de expansão, o momento pede menos volume a qualquer custo e mais direção. Vale revisar se a narrativa da marca acompanha o tamanho que a empresa já tem, se a presença na mídia de negócios sustenta essa narrativa e se o time de marketing responde pelo mesmo número que o time de crédito.
É exatamente esse o trabalho da frente de Marca da M3, junto com imprensa e comercial, dentro do MERC Method.
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