Fintechs de crédito crescem 51% e a disputa agora é por confiança
A nova pesquisa da PwC com a ABCD mostra um setor maior, mais digital e com mais clientes. O que separa quem vai continuar crescendo é a marca em que o cliente confia.
Ler artigo →O novo estudo Finfluence da ANBIMA mostra o tamanho do ecossistema de criadores que falam de dinheiro. Para bancos, gestoras e fintechs, a pergunta deixou de ser se vale trabalhar com eles e passou a ser como.
A ANBIMA, associação que reúne as instituições do mercado de capitais, divulgou em junho a 10ª edição do Finfluence, o estudo que acompanha os influenciadores de finanças no Brasil. A base monitorada chegou a 904 influenciadores, que somaram mais de 1,3 bilhão de interações no período analisado.
O estudo é feito com o Ibpad, instituto de pesquisa e análise de dados, e completa cinco anos de acompanhamento. Pela primeira vez, trouxe dois rankings novos: os dez maiores influenciadores com certificações da ANBIMA e os dez maiores com a certificação CFP, da Planejar.
Para muita gente, a primeira conversa sobre investimento não acontece no banco. Acontece num vídeo curto, numa live ou num post de alguém que a pessoa acompanha há anos.
A própria CVM já tinha olhado para isso. Em abril de 2023, a autarquia divulgou um estudo de análise de impacto sobre a relação entre influenciadores digitais e participantes regulados do mercado. O texto da CVM registra que cerca de 75% das pessoas iniciaram seus investimentos com base em informações de YouTube e influenciadores.
A recomendação central do estudo foi de transparência: o influenciador contratado por um regulado da CVM deve divulgar esse vínculo quando oferecer conteúdo patrocinado. A responsabilidade, nessa visão, recai sobre a instituição que contrata.
1. Com quem trabalhar. Seguidor não é o único critério. A inclusão de rankings por certificação no Finfluence mostra para onde o mercado está olhando: preparo técnico e histórico de quem fala. Para uma gestora ou um banco, associar a marca a alguém sem preparo é risco de reputação.
2. Como deixar a parceria clara. Conteúdo patrocinado que parece opinião espontânea pode render alcance no curto prazo e desconfiança no longo. Deixar o vínculo explícito protege o criador, a marca e o público.
3. Quanto depender de vozes de fora. Influenciador ajuda a abrir a conversa, mas não substitui a voz da própria empresa. Instituições que formam porta-vozes internos, produzem conteúdo técnico próprio e aparecem na imprensa de negócios constroem uma autoridade que não some quando o contrato acaba.
Alcance emprestado ajuda a começar. Autoridade própria é o que sustenta.
O caminho mais sólido combina as duas coisas. Criadores bem escolhidos levam a marca a públicos novos. Conteúdo próprio, com linha editorial clara e porta-vozes preparados, faz essas pessoas ficarem.
Planejar isso, escolher parceiros com critério e medir o resultado ao lado das outras frentes é o trabalho da frente de Conteúdo da M3, com o apoio da MERC Intelligence para acompanhar pauta, aprovação e desempenho na mesma tela.
A nova pesquisa da PwC com a ABCD mostra um setor maior, mais digital e com mais clientes. O que separa quem vai continuar crescendo é a marca em que o cliente confia.
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