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YouTube soma R$ 6 bilhões ao PIB e criadores já funcionam como empresas de mídia

Estudo da Oxford Economics mostra o tamanho do ecossistema de criadores no Brasil. Para marcas, a pergunta deixou de ser se vale estar em vídeo e passou a ser como fazer isso com consistência.

O ecossistema criativo do YouTube contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB brasileiro em 2025 e sustentou mais de 150 mil empregos em tempo integral equivalente. Os números são de um estudo da Oxford Economics feito em parceria com a plataforma, apresentado pelo Google em junho e detalhado pela Forbes Brasil em setembro.

Por trás da cifra está uma mudança que muita empresa ainda não percebeu. Canal no YouTube deixou de ser hobby de quem gosta de gravar vídeo. Uma parte relevante dos criadores brasileiros opera hoje com equipe, pauta, calendário, receita diversificada e contrato com anunciante. Eduardo Brandini, do YouTube Brasil, resumiu a ideia ao dizer que os criadores se transformaram em verdadeiras empresas de entretenimento.

O tamanho do ecossistema

Alguns dados do estudo ajudam a dimensionar o fenômeno. Segundo a Forbes Brasil, 130 milhões de brasileiros acessam o YouTube todo mês. Mais de 250 mil canais no país têm pelo menos 10 mil inscritos. O Correio Braziliense, que cobriu o anúncio durante o Google for Brasil, informou ainda que mais de 45 mil canais brasileiros passaram de 100 mil inscritos e mais de 4.500 superaram a marca de 1 milhão.

A renda também cresceu. Os canais que faturam seis dígitos ou mais aumentaram 25% em um ano, e os que faturam cinco dígitos ou mais cresceram 40%. E a audiência não fica só aqui dentro: 72% dos criadores monetizados alcançam público internacional, e 15% do tempo de exibição de vídeos brasileiros vem de fora do país.

O dado que mais interessa a quem vende é outro. De acordo com o estudo, 71% das pequenas e médias empresas consideram o YouTube essencial para o crescimento do negócio.

O que isso diz para as marcas

Durante muito tempo, vídeo foi tratado como peça de campanha. A empresa contratava uma produção, lançava um filme, impulsionava por algumas semanas e o canal ficava parado até a próxima ação. Esse modelo conversa mal com uma plataforma onde o público se acostumou a acompanhar quem publica com frequência, responde comentários e constrói um assunto ao longo do tempo.

Os criadores que cresceram nos últimos anos fizeram exatamente isso. Escolheram um tema, entenderam o que a audiência procurava e mantiveram a regularidade. É uma lógica editorial, mais próxima de uma redação do que de uma agência de publicidade.

Para empresas de serviços financeiros, gestoras, fintechs e negócios B2B, a lição é direta. O cliente que pesquisa um investimento, uma conta digital ou um fornecedor quer entender antes de decidir, e o vídeo explicativo é um dos formatos que mais respondem a essa necessidade. Quem ocupa esse espaço com conteúdo útil e recorrente vira referência no assunto. Quem aparece só na campanha disputa atenção com todo mundo, todos os dias.

Audiência se constrói com frequência e assunto, não com um filme bonito por ano.

Dois caminhos que se complementam

Há duas formas de uma marca entrar nesse ecossistema, e elas funcionam melhor juntas. A primeira é ter o próprio canal com linha editorial clara, tratado como ativo de longo prazo e não como depósito de comerciais. A segunda é trabalhar com criadores que já têm a confiança de um público específico.

A segunda opção ficou mais profissional justamente porque os criadores viraram empresas. Isso facilita negociação, contrato e medição, mas também exige mais da marca: briefing bem feito, respeito à linguagem do criador e, no caso do mercado financeiro, atenção redobrada às regras de publicidade do setor. Parceria mal desenhada com criador costuma gerar o efeito oposto ao desejado.

O ponto em comum entre os dois caminhos é a consistência. Uma marca que publica sem plano, muda de tom a cada vídeo e some por meses não constrói audiência, por melhor que seja a produção.

A leitura da M3

O estudo mostra que vídeo deixou de ser um canal opcional para quem quer crescer no Brasil. A questão para as empresas agora é de método: definir sobre o que a marca fala com autoridade, com que frequência, em qual formato e como isso se conecta ao comercial.

Quem trata conteúdo como operação contínua, com pauta, aprovação e medição, colhe audiência própria e reduz a dependência de mídia paga. Se a sua empresa quer construir presença em vídeo com direção e consistência, a frente de conteúdo da M3 é o ponto de partida.

Fontes

Equipe M3 GrowthM3 Growth · Grupo MERC
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